“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O INQUIRIDOR ÚNICO

por Alice A. Bailey

Ibn Arabi, pólo espiritual de sua geração


"Um dos Mestres nos diz que toda uma geração de inqui­ri­dores pode somente produzir um adepto. Por que deve ser assim? Por duas razões:

"Primeiro: o verdadeiro inquiridor é alguém que apro­vei­ta da sabedoria de sua geração, que é o melhor produto de seu próprio período e entretanto que permanece in­sa­tisfeito e com a aspiração interior pela sabedoria não acal­mada. Intui alguma coisa de importância maior que aquele conhecimento e algo de maior importância do que a ex­periência acumulada de seu próprio período e tempo. Ele reconhece um passo adiante e procura dá-lo para ganhar algo e acrescentar à cota já ganha por seus semelhan­tes. Nada o satisfaz até que ele encontre o Caminho e nada apascenta o desejo no centro de seu ser exceto aquilo que se encontra na casa de seu Pai. Ele é o que é porque experimentou todos os caminhos menores e os achou insu­ficientes e submeteu- se a muitos guias somente para achá-los ‘cegos guiando outros cegos'. Nada lhe é deixado senão tornar-se seu próprio guia e encontrar seu próprio caminho para casa sozinho. Na solidão que é o mote de todo verdadeiro discípulo nascem o auto-conhecimento e a autoconfiança que o ajustarão, por sua vez, para ser um Mestre. Esta solidão não é devida a nenhum espírito separativo mas às próprias condições do Caminho. Os as­pirantes precisam ter em mente esta distinção com cuidado. 

Segundo: o verdadeiro inquiridor é aquele cuja coragem é daquele raro tipo que capacita seu possuidor a per­ma­necer ereto e a soar sua própria nota clara bem no meio do turbilhão do mundo. Ele é alguém que tem seu olho trei­nado para ver além das névoas e miasmas da terra até aquele centro de paz que preside todos os acontecimentos da terra e aquele ouvido treinado atento que (tendo recolhido um sussurro da Voz do Silêncio) se mantém sinto­nizado com aquela alta vibração e é assim surdo a todas as ten­tadoras vozes menores. Isto novamente traz solidão e pro­duz aquele distanciamento que todas as almas menores evo­luídas sentem quando na presença daqueles que estão caminhando adiante.

Uma situação paradoxal surge do fato de se dizer ao discípulo para inquirir o Caminho e no entanto não haver nin­guém para apontá-lo. Aqueles que sabem o Caminho po­dem não falar, sabendo que o Caminho é construído pelo aspirante como a teia a partir do próprio centro de seu ser. Assim, somente florescem como adeptos em qualquer geração es­pecífica aquelas almas que 'tenham pisado o lagar da fúria de Deus sozinhos' ou que (em outras palavras) tenham esgotado sozinhos seu karma e tenham inteligente­men­te assumido a tarefa de palmilhar o caminho.
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Alice A. Bailey; Um Tratado Sobre Magia Branca, págs. 456-7.
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