“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

“E O VÉU DO TEMPLO SE RASGOU, DE ALTO A BAIXO...”

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A Restauração dos Mistérios Eternos na Renovação dos Tempos

O véu rasgado “de alto a baixo” no “Santo do Santos”

No Templo de Jerusalém, havia um espesso véu que separava a assistência do Altar central, onde o Sumo sacerdote penetrava apenas uma vez ao ano para visitar o Sanctum sanctorum que guardava a Arca da Aliança de Moisés.
Mas quando Jesus morreu na cruz –de fato ou virtualmente-, diz o Evangelho que “o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mt 27:51). E daí ocorre toda uma comoção dos elementos –mortos ressuscitam, terremotos acontecem, etc.-, e toda a Criação é enfim abalada.
Então Deus saiu daquele lugar onde estava, para não mais habitar num Templo feito por mãos humanas (cf. At 17:24). Ou, como diz Ezequiel, “saiu a glória do Senhor, deixando a entrada do templo, e desceu sobre os querubins.” (10:18) E este seria um fato definitivo: doravante, não mais haveria véus, e o “Santo dos Santos” estaria aberto para todas as pessoas, em todos os tempos, bastando que o queiram de coração. Tal fato possui direta relação com esta passagem profética do Apocalipse: "E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro." (21:22)
O véu sendo rasgado de cima para baixo é um fato histórico, pois denota um acontecimento pleno e definitivo, e a direção “de cima para baixo” aponta para uma revelação superior e não algum esforço humano ou luciférico. No Apocalipse, é a Jerusalém celeste que desce dos céus como “noiva do Cordeiro”, ou seja, um projeto sagrado de Civilização, como síntese dos esforços de ressurreição levando ao entendimento superior.

A “noiva do Cordeiro”: a Nova Civilização de Amor

É um simbolismo semelhante, enfim, ao da destruição do templo, onde Jesus disse que “Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” (Jo 2:19) Os Adeptos se sacrificam para penetrar no imo mais recôndito dos Mistérios, que são aqueles da própria Criação. Recriando a si mesmos, palmo a palmo, eles se habilitam a recriar o mundo inteiro, por assim dizer.
Trata-se, enfim, de um marco na transição dos tempos, de definitiva chegada do tempo novo, coisa que também emprega o símbolo mosaico da “separação das águas” para apartar o tempo velho e suas coisas.

A História e o Mito

O véu do templo, é uma separação existente entre o sagrado e as pessoas. Este véu é colocado pelo próprio tempo, na medida em que as relações Deus-humanidade vão se deteriorando com o avanço das coisas mundanas; porém, ao cabo e ao fim elas também devem ser refeitas, ainda que sob crises homéricas.
E quando a Revelação anuncia que a harmonia será então definitiva sob tal restauração, ela tampouco está exagerando ou sendo simplista, porque estamos agora diante de um novo importante umbral planetário, quando a condição humana atual será totalmente superada, através do advento de uma nova espécie! Daí a importância de prestar especial atenção nos ensinamentos do Último Mensageiro, para que este umbral possa ser realmente transposto, sob a consumação da evolução humana atual...
A Tradição de Sabedoria nunca perde de vista que o tempo pode ser circular (ou místico), linear (ou material) ou espiral (ou sintético). Seus esforços são pelo tempo espiral, promovendo a integração e o avanço real das coisas.
Quando e como tais coisas devem suceder, a esta altura dos acontecimentos já não é mais tema de profecia, mas sim de História... Ademais, por se tratar de um movimento universal, o rasgar dos véus apresenta importantes reflexos terrenos identificáveis.
A unificação da Terra tem passado por conflitos bélicos globais, as Três Guerras Mundiais –incluindo a “Fria”, que sopesou sobre os países do Terceiro Mundo- marcaram as Três Gerações que preparam a transição planetária, envolvidas que estão no “Plano da Hierarquia de preparação da Humanidade para a Nova Era” revelado por Alice A. Bailey.
O rompimento da Cortina de Ferro, simbolizada pela queda do Muro de Berlim, aponta para o final da Idade de Ferro ou do Kali Yuga áryo, para cuja conclusão o Kalki Avatar seria enviado, segundo as conhecidas Escrituras hindus.

A queda da “Cortina de Ferro”

A comparação disto com o “rasgar os véus do templo” é pontual, face os contexto espiritual embutido. E também é possível a analogia com a derrubada das muralhas de Jericó sob as trombetas de Josué, o seguidor de Moisés -com todos os acontecimentos místicos ali envolvidos-, abrindo o caminho para a conquista de Jerusalém, a “cidade da paz” prometida por seu antigo aliado histórico e espiritual, o rei-sacerdote Melquisedec.

“(...) derrubada das muralhas de Jericó sob as trombetas de Josué.”

A comoção mundial com a súbita e inesperada Queda do Muro, seguida pela avalanche de separação das antigas repúblicas soviéticas, possibilitou a percepção planetária da energia que recém havia sido implantada no mundo –evento cósmico que designamos como o “Portal da Cruz”, de 1988 (o tema abre uma de nossas obras mais conhecidas, intitulada “O Livro dos Portais”)-, fazendo da década de 90 uma década de luz e esperança, muito distinta das espessas trevas da década de anterior.
Por sua vez, a vinda de Kalki Avatar seguiu-se à Grande Invocação mundial do evento Convergência Harmônica de 1987, conclamando o mundo ao retorno da unidade céu-terra. Estes são, pois, os três anos maçantes desta transição, preparando os acontecimentos da virada do milênio, e já eles sob marcos calendáricos importantes, uma vez que em 1992 se celebrariam os 500 anos da Descoberta das Américas.

a. 1987: a Convergência Harmônica
b. 1988: o Portal da Cruz
c. 1989: a Queda do Muro

A partir de 1990, começaria a parte ativa da Etapa Reveladora (e conclusiva) do Plano da Hierarquia, através da transmissão por décadas de uma profusão de elevados Ensinamentos, que resultariam em mais de centena de obras inspiradas e iluminadoras.
Foi previsto por Bailey que, ainda nesta etapa, se procederia a abertura das verdadeiras Escolas de Iniciação e a Restauração dos Mistérios Eternos, e esta abertura entendemos como a implantação de uma linguagem de integração, assim como o seu veículo seja doravante, isto sim, as Escolas de Iluminação, uma vez que a nova iniciação racial representa já uma iluminação, e através dela se cumprem as profecias raciais de redenção final da alma humana...

Ao que parece, Bailey mesmo tratou de anunciar a Parúsia para este momento: “O Mestre Jesus tomará um veículo físico (…). Se os planos progredirem, como é de esperar, isto poderá suceder ao rededor do ano 1980.” (Bailey, “Tratado Sobre Fogo Cósmico”, pg. 450) Declarou textualmente, que o Mestre Jesus voltará a encarnar o Cristo nesta Nova Era. Tal coisa é possível, porque este mestre tem feito os devidos preparativos para tal, permanecendo sempre junto da Humanidade. Afinal, a vinda dos grandes Instrutores depende menos do mundo estar espiritualmente preparado para eles, do que eles mesmos estarem preparados para atuar num mundo cruel, pagão e materialista, seja a que preço for.

O Kalki Avatar

A simbologia de “rasgar os véus do templo”

Tratemos, porém, de analisar ainda melhor esta rica simbologia.
Como dissemos acima, o véu do templo é também um véu colocado pelo tempo, através do afastamento entre o sagrado e o profano. O tempo linear mencionado (também chamado de “Tempo Humano”, nas Filosofias do Tempo hindu), é tecido pela Lei do Carma, ou seja: o encadeamento cego e irremediável entre a causa e o efeito, ou entre o “Passado” e o “Futuro”. Aqui realmente inexiste, pois, maior espaço para o sagrado e o celestial, mas apenas para o humano e o terreno.
Todavia, está predestinada a intervenção divina, trazendo a sua própria energia ao quadro. Através de Lei do Sacrifício (ou da Compaixão), se estabelece uma ruptura no véu do tempo (interpolando com aquilo que os hindus chamam de “Tempo Divino”), incidindo inicialmente a energia do “Presente” (mediante a Iniciação) e depois a energia da “Eternidade” (mediante a Iluminação), tudo isto equilibrando e logo neutralizando a Lei Cármica humana.



A harmonia entre o Tempo Linear humano e o Tempo Circular divino, resulta no Tempo Espiral Absoluto, que a tudo equilibra. Isto posto, podemos enriquecer o tema com imagens clássicas, como a da própria cruz empregada, e muitas outras, geralmente envolvendo as “clássicas” dualidades.
A questão vertical, pode ser então simbolizada por Excalibur irrompendo através das águas, as quais representam comumente seja o tempo, seja a humanidade (tanto o reino humano, quanto a condição humana).
Com sentido muito semelhante, existe a energia Kundalini da ioga tântrica, a força serpentina ascensional, sendo ela mesma trina, o que nos remete ao Caduceu mercurial e à Flor-de-Liz.
Eventualmente, estas energias são ascencionais, como foi dito, especialmente durante a Iniciação. Todavia, já na iluminação elas evocam de imediato uma resposta superior, mediante a Lei de Invocação-e-Evocação, pois na realidade ali descende do alto uma energia divinal e inédita até este momento. E nisto, passa a haver um perfeito equilíbrio dentro do campo da Criação, em harmonia com as forças celestiais, gerando aquele vórtice criador denominado como o Campo dos Milagres, expressão do Maravilhoso na Terra, tal como na manifestação de poderes especiais e, ainda melhor, pela organização de um mundo favorável às harmonias cósmicas...
Naturalmente estamos tratando aqui do poder do Verbo Criador, não porque o Evangelho diz: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito” (Mt 27:50), pois a emissão exterior do Verbo divino é apenas a menor das suas virtudes, mas sim a emissão oculta da Palavra Perdida como Nome divinal inefável. A Expressão logos spermatikos, trata deste princípio gerador ou, antes, fecundador do universo, com poder de redespertar a vida latente e então adormecida pelo ocaso dos tempos.
Por esta razão é que a Espada também desce, sendo representada fincada na Pedra e, sobretudo, em comunhão com o Santo Graal, como o Verbo que fecunda o coração para fazer nascer o Sol da Imortalidade. Aqui, a Espada também substitui o pão Eucarístico (com a cruz dentro), pois simboliza “o Verbo que se fez carne”, através da manifestação do Portador da Verdade.




É o Verbo, pois, da Revelação, rasgando os véus que encobriam os Antigos Mistérios de Israel, tal como hoje encobrem os Mistérios da Fé na Cristandade, a qual até agora se trata apenas de uma meia-revelação, como se deve imaginar, já que suas próprias profecias falam de uma Consumação futura na Parúsia final.
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Um comentário:

  1. Simplesmente não tenho o que comentar, a Escola Agartha se auto apresenta, é a Fiel e Melhor Representante do Esoterismo Místico do Brasil, como outra não existe igual, é a melhor e Maior Escola de Mistérios que existe.

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