“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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domingo, 18 de janeiro de 2015

No corredor-da-morte – metáforas de um condenado


Hoje (18/02/2015) morreu um brasileiro no corredor-da-morte na islâmica Indonésia, não mencionaremos o seu nome porque esta não é exatamente uma homenagem –e sim uma metáfora esotérica-, embora questionemos a severidade da pena. Os doze anos que passou na prisão parecem já o suficiente. Agora a sua sorte foi decidida pelo pior. Pois bem.

Desde que nascemos recebemos toda uma carga de informações e condicionamentos. Somos informados até que, ao contrário dos bilhões de desditados de outras religiões, como cristãos somos seres imortais –espiritualmente falando-, bastando para isto sujeitar-nos a alguns gestos simbólicos na Igreja. Livres dos pecados de Adão! Salvos pelo sangue derramado do Cristo.

Contudo, lá pelas tantas começamos a questionar umas tantas coisas. Vivemos tempos de questionamentos, e de crises afinal. E começamos a descobrir que existe um outro Jesus, quiçá mais parecido conosco, oculto por detrás dos dogmas e dos silêncios eclesiais.

Também podemos descobrir que existem outras religiões, e que quase tudo o que nos ensinaram pode ser falso. Tais coisas poderiam nos recolocar em situações frágeis as quais nem sempre nos apercebemos: seremos realmente imortais?!? A fuga para outras crenças pode nos servir de refúgio num primeiro momento, porém nada pode nos assegurar que não estamos apenas diante de alguma outra falácia “popular”.

Por fim, descobrimos um porto seguro: as Escolas de Iniciação. Começamos por nos purificar fisicamente e a servir, e depois a praticar iogas e meditação. Isto não assegura ainda a imortalidade, mas nos coloca no caminho. Doravante, as coisas dependem acima de tudo apenas de nós mesmos.


Por regra, esta senda começa em torno dos dezoito anos de idade (experiências anteriores serão computadas como pré-iniciáticas), quando o corpo adquire plena maturidade, o indivíduo se torna “responsável” ante a sociedade e a pessoa recebe um chamamento interno especial –a vocação- se realmente estiver a isto destinado.
Sem saber, esta iniciação já o coloca –paradoxalmente- numa espécie de “corredor da morte”. Lá na frente, pode haver uma iniciação que o põe face a face com a morte, sempre e quando ele realize as preparações necessárias para tal. E nisto ele pode vencer ou ser derrotado.


O tempo cósmico é uma espiral –ou uma sequência delas-, e na Senda ele reativa esta energia para se fechar num dado momento, levando-o para outras dimensões em consciência, ou destruindo-o totalmente. Tudo dependerá da sua preparação e empenho.

Esta provação é chamada de “crucificação espiritual” (como sucedeu na dramatização histórica do Cristo e na iluminação do Buda), e ocorre em torno dos 30 anos de idade, assinalando o “retorno de Saturno”, planeta do carma e do elemento Terra. E nisto ele terá percorrido ademais doze anos de iniciação, ciclo que corresponde por sua vez ao de Júpiter, planeta chamado Guru (“dissipador das trevas”) na Índia. Ao reunir ambos os planetas clássicos “coletivos”, nesta iluminação que traz a ascensão de Kundalini, ele penetra numa dimensão grupal de evolução e supera os planos pessoais dos Elementos naturais, rumando para a Quintessência. Eis a imortalidade por fim!

Aqui temos descrito, pois, os passos de uma iniciação ideal ou arquetípica. Trata-se da senda dos avatares e dos grandes mestres da humanidade. Após a iluminação, que obtém vencendo esta prova, ele pode seguir evoluindo por caminhos supra-humanos e adquirir vários graus de maestria e a liberação crescente nos planos cósmicos.


Que o sacrifício deste brasileiro nos faça recordar, pois, das grandes provas desta vida e das possibilidades verdadeiras de libertação, especialmente aquelas que se abrem na nova humanidade pós-2012 (sexta raça-raiz) quando estas conquistas estarão acessíveis a “todos”, e já sem as grandes dificuldades do passado por se tratar doravante de tema das Escolas de Iluminação e não mais matéria para seletos e abnegados autodidatas. 


por Luís A. W. Salvi (LAWS)

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