“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

A “PEDRA” DOS FILÓSOFOS

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A Pedra Filosofal esteve sempre no cerne das buscas dos Alquimistas. A lenda conta que ela deteria o poder de converter o metal vil em ouro, às vezes “ao simples toque”. São óbvias as alusões simbólicas no tema, e nos verdadeiros mistérios se fala com desdém (são chamados de “assopradores”) daqueles que almejam a meta literal de fazer o ouro físico. Antes disto, o termo “filosofia” aponta o caminho correto.
Fala-se também do VITRIOL, acróstico (traduzido) de “visita o interior da terra e encontrarás a pedra oculta”. Esta “terra” pode ser a Natureza através dos Elementos internos do homem-em-evolução, onde a Mônada divinal –expressão desta Pedra sagrada- por vezes é situada no quarto chakra ou coração, como demonstra Alice A. Bailey em seu “Tratado sobre Fogo Cósmico”. 
O verdadeiro buscador, é como um garimpeiro ou minerador que perscruta os “interiores da terra” em busca da Jóia única, como um buscador incansável e “profissional” que não se detém ante aparentes dificuldades.
E tal coisa teria uma expressão geográfica através dos Mistérios de Shambala ou Agartha, a misteriosa localidade fundadora relacionada ao Rei do Mundo, comumente associada às regiões centrais dos continentes (ver “Agartha:Mística, Mito & História”) 
Não raro, a informação correta sobre os Altos Mistérios, será encontrada nestes locais vinculados à Tradição Primordial, ou dele emanarão sob outras circunstâncias, como sucedeu a certos ensinamentos budistas levados ao Tibet desde “o país de Shambala”. Nos mitos e lendas, Shambala também se relaciona ao local de onde saem os avatares, especialmente o aguardado Kalki.
Ora, o termo “vitriol” não seria casual aqui! Assemelha-se à imagem do cristal ou do diamante, que inclusive alicerça todo o sistema hindu-budista Vajrayana, considerado “a terceira volta do dharma”, e como tal sendo de especial vocação iniciática.
Quando a Tradição coloca o Graal-Pedra como extraído da fronte de Lúcifer, está associado a uma função superior de Ajna Chakra ou Uraeus, através da “Terceira Visão”. Tudo isto remete, pois, a um trabalho de natureza mental superior ou criativa.
Esta pedra luciférica (o luciferismo ou “trazer a luz” está associado ao conhecimento) é uma esmeralda (com a qual se teria feito o Santo Graal), cuja cor (o verde) está associada por sua vez ao coração, conectando assim o quarto e o sexto chakras numa Tríade Superior.
A pedra vira cálice na iluminação, quando a iniciação transfere a energia do terceiro para o quarto plano, pois o cálice simboliza o coração, ao mesmo tempo em que a Pedra divinal nele se manifesta melhor. Temos daí a unidade de Mani e Padma do mantra tibetano.
As “hipóstases da luz” são Som-Luz-Amor, relacionada à Chama Trina do misticismo moderno, que expressa as energias da “Tríade Espiritual” Atma-Buddhi-Manas, devidamente unificadas na Mônada. Pois tudo isto compõe a “estrutura” deste cristal-Mônada (ver “A Chave Trina”)
Sabe-se então que a luz emite um som, e esotericamente o caminho inverso também deve ser procurado: o mantra (OM) deve ser modulado criteriosamente para se aproximar da fina vibração da luz, com amor, luminosidade e harmonia. 
A iconografia divina comumente mostra o Logos com uma espada-na-boca (ver Apocalipse), indicando autoridade, força e conhecimento, mas esotericamente trata deste poder interior criativo. Há versões onde esta espada é uma pederneira de pedra sagrada, como na deidade central da “Pedra do Sol” asteca, acima.  
Como se percebe, a associação entre a espada com a Palavra é imediata. A verdadeira espada do guerreiro, é o seu manejo da Palavra, e isto pode alcançar práticas de grande poder transformador, uma vez que “no princípio era o Verbo”...
Na tradição tibetana, o cavalo sagrado Lung Ta porta a “jóia” Mani, e tudo isto está relacionada à “iniciação árya” (raça esta simbolizada pelo cavalo) ou solar (“ativa” o chakra do plexo solar), a terceira iniciação e que tem natureza mental, donde manas (mente) se aproximar de mani. Temos aqui da mesma forma, a idéia do pão celeste ou do manah. A partir dali, a “Pedra” começa a ser realmente tratada, trabalhada e composta. Alice A. Bailey designa este grau como “primeira iniciação verdadeira” porque permite o contato com a Mônada, e os graus anteriores seriam apenas “preparatórios” e seus veículos “transitórios”.
Lung Ta, Nicholas Roerich
A energia mental deve ser concentrada de tal forma, que adquire uma semelhança sutil com a pedra, mais exatamente o cristal, cuja transparência e ressonância deve emular. Tal coisa não se alcança sem acumulação, concentração e meditação dirigida. Através desta “pedra” se acessa a clarividência e pode manejar operações alquímicas.
A junção das tríades na unidade do coração
Não obstante, a verdadeira Pedra soberana está em posse dos Adeptos, os “mestres-da-Quintessência” ou os “Dragões de Sabedoria” que vivem na consciência de Atma, a expressão superior do mental, o qual apenas começa a ser construído em Manas. O cinco é o terceiro no setenário descendente, de modo que ali se fecha um ciclo central.
Os Adeptos realizam a síntese e dão uma requalificação superior dos saberes universais, daí transformarem tudo “em ouro”. Esta era a condição da Unificação Vicária na raça árya. Daí também o vínculo de São Pedro com a pedra, cefas, significando também “cabeça”. Novamente o vínculo entre a cabeça e a pedra, e os tântricos usam crânios como taças.
Mas para a Teosofia, a Mônada situa-se no sexto plano (dito Anupadaka ou “incriado”), coisa esta muita lógica, considerando que dela emanam e a ela se dirigem as três Hipóstases da Luz (Som-Luz-Amor). E é por esta razão que os Chohans são “Senhores” pois controlam os Raios que emanam da Mônada adamantina; neste que é o novo grau da Unificação Vicária. Vale aqui, inclusive as analogias com o fato do cristal ter seis faces. E é notável ademais, que o cristal do diamante seja formado por cubos, forma esta que conecta o 4 e o 6, representando assim a essência do Pramantha (cânone evolutivo) dos novos tempos, daí dar a forma geral à futura Jerusalém celeste no Apocalipse.
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