“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Cura Crística


Não deveria surpreender-nos mais de encontrar na vetusta Índia traços daquilo que entendemos como sendo as coisas mais sagradas e profundas da vida -ainda que bastante empanado pela densa “poeira dos séculos”. No entanto, isto sempre volta a acontecer, com: iniciação, sociologia, psicologia, astrologia, ascensão, etc. -e aqui uma vez mais no campo da Medicina Profunda. Seja como for, esta abordagem pode chegar a ser muito importante para elucidar aquilo que entendemos como as Três Hipóstases da Cura Espiritual.
Contudo, vimos que o grande objetivo do trabalho crístico ou búdico é o esclarecimento e a experiência do Ser. Para chegar a efetuar o trabalho do Ser (o qual também é sutilmente trino), um curador deve poder oferecer ele mesmo um “Ser são”, coisa esta que denota a posse de discernimento, sabedoria, consagração, compaixão e assim por diante -ao lado do necessário conhecimento, disciplina, criatividade, etc.
Definitivamente, é chegada a hora da cura espiritual. Acreditamos inclusive que as dificuldades que Bailey identificou todavia na área, se deviam a que a chamada “cura espiritual”, permanecia na realidade ainda amplamente na esfera psíquica e mental, coisa que doravante deverá mudar, na medida em que se difundam as novas iniciações.
Assim, ao pretender oferecer nesta obra princípios da “cura crística”, o tema pode chegar a superar a questão meramente técnica para adentrar num subjetivismo quase insondável. Afinal, nada poderia ser mais “universal” do que os poderes de cura do próprio Cristo. Como pretender merecer, então, uma tão elevada qualificação?
Obviamente tal coisa nos leva para um campo de amplas imponderabilidades, mas que conhece soluções através do alinhamento e do serviço às Leis dos Avatares, em especial daqueles mais recentes, representantes máximos que são na Terra do Cristo cósmico ou do Princípio crístico. Esta obra e os conhecimentos que ela possa ser porta-voz, pretende-se acima de tudo um instrumento a mais colocado nas mãos daqueles que buscam a experiência do Ser, do que qualquer outra coisa. Na certeza de que se a cura pode ser muitas vezes alcançada como um fruto do Conhecimento, a Grande Cura seguramente será acima de tudo o abençoado apanágio da Graça.
Pois muito embora analisemos mais ou menos de passagem várias medicinas, o grande objetivo desta obra é tratar de cura espiritual, e no sentido mais elevado do termo, tratando de suscitar a Medicina Universal Trina através das três Hipóstases esotéricas do Logos, na forma de Luz, Som e Amor -como aspectos revelados da “Fórmula da Grande Medicina”-; definindo através disto a perfeita contraparte entre cura e iniciação. Nisto, o foco principal se dará em torno dos Mistérios de IHVH e do Globo solar. De fato, pelos elementos que sustentam o presente método, podemos falar do definitivo resgate de uma Ciência Solar. É o regresso da Cultura Sagrada que iluminou as raças atlantes e todas as grandes Civilizações antigas, agora propugnada através desta “Cabala da Cura”.
Este é, pois, o alvorecer da Medicina solar, preparada pelos Antigos e que agora encontra o seu grande foro de expressão, no momento em que a humanidade também se dispõe a reunir a cura e a iniciação. E quando afirmamos nesta obra que se está tratando das “Ciências da Ressurreição”, tal coisa envolve não obstante tanto ciência quanto religião. A idéia de contextualizar nestes termos o presente trabalho, enquanto Propósito central deste livro, se deve ao alcance prático das técnicas em vista, oriundas das Iniciações Maiores. No mais, evocar as “ciências da ressurreição” traz de imediato as noções de religião e de iniciação, que são o verdadeiro contexto da cura espiritual. No último Capítulo (Livro II, Parte V desta obra), oferecemos uma sinopse dos principais elementos desta doutrina em termos gerais, na forma de “Enunciados sobre a Cura Espiritual”.
Naturalmente se poderia falar aqui sobre iluminação (como de fato se falará muito no decurso do livro), que na prática e a rigor é a mesma coisa. Porém, a idéia de ressurreição interpõe o mecanismo do verdadeiro processo iluminativo, que não é apenas uma experiência de consciência, mas uma transformação total do ser humano, fisicamente inclusive, além de evocar um processo de nítida expressão terapêutica -tudo resumido naquela que intitulamos nesta obra como a “Fórmula da Grande Medicina”. No mais, vem trazer um conceito afim ao leitor ocidental mais tradicional. Muitos há que aguardam pela ressurreição, sem mal saber o que isto possa realmente significar, antes alimentando as perspectivas mais burdas a respeito do assunto. Já na sua época Jesus teve a oportunidade de constatar que mesmo os “doutos” saduceus eram profundamente ignorantes a respeito do assunto, tratando então de tentar esclarecer-lhes que “Deus é o Deus dos vivos, e não dos mortos”.
Eis o que afirma também sobre ressurreição o texto de “Um Curso em Milagres”, onde a ressurreição é ensinada como uma questão de atitude:
“A ressurreição é a negação da morte, ao ser a afirmação da vida. Assim, todos os pensamentos do mundo são alterados. A vida, agora, é reconhecida como salvação e qualquer tipo de dor e miséria percebido como inferno. O amor já não é temido, mas alegremente bem recebido. Os ídolos desaparecem e a lembrança de Deus brilha sem impedimento através do mundo. A face de Cristo é vista em cada coisa viva e nada é mantido no escuro, à parte da luz do perdão. Não há mais nenhum pesar sobre a terra. A alegria do Céu, veio até ela.” (Manual de Professores, 28, 2, Fundation for Inner Peace)
Vista na sua integridade iniciática, ou nos termos que Jesus mesmo vivenciou o processo, a ressurreição envolve acima de tudo a alma, ou “o corpo da Alma”. Ela somente é possível para quem vive a experiência física da partir da Alma. É muito possível que a ressurreição nada mais venha a ser de início, que a possibilidade de alguns milhares se iluminarem sob o impacto da chegada de um Buda ou Cristo -como dizem no Oriente acontecer nestas ocasiões. De resto, seria um processo coordenado dentro de Escolas de Iniciação -ou, como chamaremos doravante, Escolas de Iluminação-, e partir de todo um recondicionamento social de perspectivas existenciais, quiçá fomentado por um quadro de crise ambiental planetária.
Não obstante, as Escolas de Ressurreição também poderão ser integradas aos processos terapêuticos humanos. Pessoas em crise poderão gozar das forças da ressurreição não apenas como pacientes, mas também como iniciados. Muitos poderão se “converter” nos Hospitais e aceitar um treinamento avançado, tendo em vista dois benefícios: 1. a possibilidade de sobreviver fisicamente, 2. a garantia da sobrevida da alma ou da consciência, de resto também assegurada aos sobreviventes. Assim é que começamos a observar o aparecimento de hospitais espirituais, embora as técnicas superiores ainda não se achem neles inteiramente presentes, dependendo da presença de verdadeiros iniciados e até de um iluminado (que é mais do que um vidente comum) para coordenar os trabalhos a fim de oferecer um quadro impecavelmente são e eficiente.
Quanto à expressão “cura crística” em questão, se deve a diversos fatores, mas essencialmente ao fato de que Jesus “orava ao Pai” quando desejava realizar uma cura (tal como Moisés também fazia para alcançar algum prodígio), e é este Pai que iremos invocar cabalisticamente na forma do tetragrammaton, na certeza de que, ao lado da fé, também havia conhecimentos ocultos nas invocações de Jesus, quem devia também rezar e decretar amiúde mais ou menos assim:

O Pai e eu somos Um

No Pai tenha a minha força.
No Pai tenha a minha sabedoria.
No Pai tenha o meu conforto.
No Pai tenha a minha luz.
No Pai tenha a minha saúde
No Pai tenha a minha paz.
No Pai tenha a minha vitória.
Amém.

Ora, se tais saberes secretos estavam razoavelmente difusos nas avançadas Escolas de Mistérios da época -afinal, aqueles eram tempos efervescentes (algo como os nossos), de profetas e de profecias-, herdeiras de saberes sagrados da maior integridade oriundos das Idades de Ouro das civilizações, por quê razão o maior dos Mestres não teria deles bebido, quiçá desde tenra idade, através dos saberes herdados de família? Cabe aqui apenas discernir entre os bons e os maus prosélitos dos Mistérios Eternos, e nada mais do que isto. Qualquer maniqueísmo que avance este sinal será redutivo e retrógrado, injusto e ingênuo. Não vamos tomar o palácio de ontem por sua ruína de amanhã, e neste discernimento está um dos pilares da sabedoria: a preciosa sabedoria dos tempos ou dos ciclos.

Não há poder maior de cura do que a luz da Presença de Deus. Porém esta é alfa-ômega, e cresce como uma planta no interior do curador. A invocação da Presença é Iod, um “todo” sim (valor 10), mas também semente (hieróglifo de dedo), presente na consciência. A semente deve receber os elementos do saber, que são He (valor 5), e sua incorporação (hieróglifo do hálito divino) para virar a planta. A planta se expõe aos elementos e cresce plenamente na luz (Vau, valor 6, hieróglifo de olho, luz). Apenas então ela oferece os seus frutos, no inverso simétrico da incorporação, a segunda He, ou a Evocação e a manifestação da Presença na forma de dons e capacitação. A certa altura desta obra, afirmamos que foi necessário que Jesus passasse pela crucificação para render-se plenamente (o que aconteceu ainda no alto da cruz, através das palavras “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” - porque sem isto, não poderia haver o “milagre” da ressurreição. Assim, se é verdade que ele fez tudo o que fez -curas, prodígios, ensinamentos, etc.- antes deste momento (e não o contrário, como algumas análises permitiriam pensar), então ainda havia algo para fazer a fim de se tornar um perfeito Filho de Deus.
O presente trabalho nasceu da revelação de um “sistema de reike” ancestral (a partir do núcleo que forma a última Parte do livro), surgindo da conexão da arte da cura espiritual com a própria figura do Cristo e com as tradições da época e do ambiente de Jesus -em busca do mesmo, reza a lenda que Mikao Usui enveredou pelo budismo tibetano, ao qual também enfocamos dentro de uma ótica tradicional. Depois veio a tomar corpo com uma série de informações complementares de uso amplo, incluindo para feitos gerais algumas colocações sobre práticas terapêuticas “naturais” e sobre “a força do pensamento” a título de introdução às propostas centrais desta obra. Nossa intenção de atuar com o reike ou a cura espiritual é antiga e veio se desdobrando naturalmente, de início pela necessidade de auto-cura, e que surgiu de forma menos intencional e como desdobra-mentos de processos espirituais, estes sim de dimensão curativa.
É certo que para a imensa maioria dos filhos destas gerações, as propostas centrais desta obra soarão a hipóteses vagas, senão a meras fantasias. Contudo, para os Antigos, a verdadeira sabedoria estava em tratar do invisível e do sutil, e não do óbvio que, de tanto especular, termina por se revelar afinal de contas nem tão óbvio assim, como percebe hoje a Física Quântica e todas as ramas da Epistemologia.
Os leigos desconhecem a força criadora do pensamento que, no entanto, mesmo com os limites que lhe dão, tem já modificado a superfície da Terra vindo a constituir uma nova esfera de experiências, que o padre jesuíta Teilhard de Chardin chamou de “Noosfera” ou a “Esfera da Razão”. À esfera mental limitada mais conhecida, Chardin chamou na verdade de “Tecnosfera”; o verdadeiro sentido de Noosfera, diz respeito isto sim à Sabedoria (ver as obras “O Fenômeno Humano” ou “O Ponto Ômega”, Chardin)
Se lhes dissermos que o ser humano pode chegar a se tornar um verdadeiro farol de luz e de virtude curadora, eles se burlarão de nós. Mas quando os convidarmos a medir com seus aparelhos o poderoso fluxo do sistema nervoso de um iluminado, começarão a desconfiar que há coisas que eles desconhecem -pois esta é uma novidade em relação à suposta imponderabilidade do espírito! E quando enfim começarem a ver até os “mortos” ressuscitar, então serão forçadas a se render às evidências.
O leigo quase nada sabe da Luz e do poder criador do pensamento, mas ela é a pedra-de-toque dos sábios. O noviço a admira, o devoto a deseja, o iniciado a conhece e o iluminado a tem como a única verdade -o que é quase o outro extremo do leigo. Repetimos daí que esta obra se dedica aos Filhos da Luz, mas muito em especial às gerações futuras que empreenderão uma criteriosa busca pela iluminação científica, por amor ou por necessidade, afinal a vida vale a pena e nada custa tomar à morte cada vez mais território, uma vez que -diz a Bíblia- “Deus não criou a morte”. Por isto no Apocalipse ela é novamente revogada, já que havia sido criada na ocasião do Pecado Original.
Para vencer a infelicidade, a doença e a própria morte -e cada vez mais-, existe um caminho, um senda a ser desbravada dentro de cada um, ou desde dentro para fora, em toda parte. Pois o caminho e a solução são dados, nesta singela sentença:

“O amor é forte como a morte.” (Cânticos, 8, 6).


Certamente o amor -que é o grande motor da cura universal- é ainda mais forte do que a Morte -este é o sentido da frase-, encontrando no ato da ressurreição a sua mais bela e gloriosa expressão. Mas se trata de um amor plural -e puro-, capaz de reunir as “pontas” da Criação: amor a Deus, amor ao próximo, amor à Vida. Nisto, a rendição a Deus (objeto do “Primeiro Mandamento”) é a primeira e a mais poderosa medicina, pois representa a “volta para a casa do Pai”.

“Naturalmente”, o amor também tem os seus caminhos de expressão, entre elas os da iluminação. Podemos assegurar que, em outras grandes épocas da História, o mundo mudou, aprumou-se e se regenerou em função das Ciências da Iluminação, oferecendo cura farta e a segurança de imortalidade -ou seja, as grandes Benesses do céu e da terra. A conquista da iluminação científica representou a grande revolução da cultura, há cinco mil anos atrás. Até então, esta realidade era um apanágio exclusivo das mais altas cúpulas hierárquicas e dos messias, de modo que estava ainda muito longe da esfera humana. Contudo, no início do período áryo ou do ciclo histórico, tal possibilidade pode ser estendida a certa elite e a humanidade pode começar a sonhar a ter a ela acesso, na prática ou como preparação prévia, surgindo daí diversas teorias como a da reencarnação.
E neste novo momento racial, o qual se oficializa já neste ano de 2.012, é chegada finalmente a hora em que cumprirão as promessas dos budas e dos cristos, quando a iluminação ou a “glorificação” poderá se estendida a “todos” -senão às massas, seguramente à chamada “raça-raiz”, que é u’a humanidade alinhada com a Hierarquia e regida ao nível de alma, afinal o profano tampouco poderia esperar receber as bençãos que ele mesmo despreza com o seu soberano livre-arbítrio.
Tratar o assunto da cura inclusive em termos de ressurreição, não representa, pois, nenhuma espécie de apelativo,**** mas sim antecipar a resposta para aquilo que a humanidade exigirá nas próximas gerações. Por se tratar de u’a humanidade quaternária, a nova raça-raiz terá no seu carma tratar deste exato assunto. Tal coisa será desencadeada pela crise ambiental que se aproxima como uma tempestade ameaçadora, capaz de envolver os próximos séculos numa árdua batalha pela regeneração do planeta -e naturalmente das suas espécies em geral, com destaque para a própria humanidade que, havendo se afastado tanto da Natureza, também poderá ter dificuldades maiores para se adaptar às transformações climáticas (ver nesta obra Capítulo “As Oito Etapas da Ressurreição”, Livro II, Parte IV).
Felizmente existem as informações necessárias para ajudar a humanidade a enfrentar crises de tais magnitudes, uma vez que a Hierarquia, existindo sob outro calendário evolutivo, antecipa em vários milênios aquilo que a humanidade passará no futuro. Atua assim como uma pioneira para “abrir os caminhos do mundo”, sendo esta seguramente uma das suas grandes e vitais funções planetárias. Trata-se assim, em boa parte, apenas de “recapitular” certas experiências ancestrais e resgatar as informações legadas pelos Códigos de Iniciação, sempre com o auxílio das Forças vivas da espiritualidade, que existem para além do tempo e do espaço -assim como das crenças ou não que porventura se deposite nelas. Assim, tal como antigamente se falava da Escola de Iniciação, doravante se falará é da Escola de Iluminação ou de Ressurreição.

Da obra "A Cura Crística" (Introdução, segmento), Luís A. W. Salvi, Editorial Agartha

A Ciência da Cura segundo os Grandes Mestres
O Reike mântrico grupal e Merkabah
A Cura Crística

Princípios gerais de Cura Espiritual


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